VW pode ter nova fábrica no Brasil

Segundo o presidente da VW do Brasil, a Volks vai lançar um carro no País até 2014, mas ainda não se sabe se será o Up!

Em bate-papo com os jornalistas brasileiros presentes em Frankfurt, o presidente da VW do Brasil, Thomas Schmall, não confirmou a produção do Up! no país, mas disse que é bem provável que a nova plataforma do modelo esteja presente em nosso mercado. Schmall afirma que seria preciso fazer algumas adaptações no Up!, pois é preciso respeitar a vontade do mercado – e o nosso pode não aceitar, por exemplo, um porta-malas com capacidade de 251 litros, como o do carro.

Além do porta-malas, a autonomia do veículo também teria que ser avaliada, e o fato de o modelo levar só quatro pessoas. “Na Europa, o Up! será o segundo ou terceiro carro de uma casa. No Brasil, será o primeiro. Temos de esperar os resultados do carro na Alemanha para, então, estudar as mudanças. Mas também não podemos mudar radicalmente o modelo, porque senão ele perderia seu DNA. Vamos lançar um carro aqui até 2014, mas ainda não sei se será o Up!”, disse o executivo.

Em meio a conversa, Schmall também revelou que as linha de montagem da VW estão saturadas no Brasil e que a ampliação da produção é iminente. Hoje, 3.600 carros são feitos todos os dias pela montadora, que estuda se vai ampliar uma fábrica ou construir uma nova. Independentemente da decisão, a ação pedira um investimento de R$ 1 bilhão, montante que pode ser liberado ainda este ano, de acordo com o avanço das negociações. A marca esta em contato com seis estados para definir o que fará. Entre eles, estão o próprio Paraná, onde ela já esta estabelecida, e Pernambuco.

Mercado

Hoje, o maior mercado da VW é a China, seguida por Alemanha e Brasil – que ficam empatadas.  Para Schmall, o principal desafio do setor automotivo hoje é resgatar a confiança do cliente. “O Brasil vai crescer menos do que o esperado. Não chegaremos aos 3,6 milhões de carros. E se ficarmos em 3,5 milhões, já será ótimo. Na China, as coisas também estão devagar”, afirmou.

Por aqui, ele acredita que além da confiança, haja a questão financeira. “O custo de financiar o carro ficou mais alto e isso é mais importante do que uma possível redução do IPI. Além disso, há a preocupação com a inflação”, completou. Ainda assim, ele estima que a montadora manterá o bom ritmo de crescimento, em torno de 6%.

 *Fonte: Autoesporte

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